Guitar Hero: Van Halen



O melhor: O desafio de dedilhar os solos de Eddie Van Halen | O pior: Nada de novo; e um leve retrocesso em relação aos jogos anteriores

Talvez não valha tanto a pena explicar em miúdos mais um jogo da produtora Activision, envolvendo a sua guitarra de apertar botões coloridos em frente à tela. Pois se você esteve ativo nos últimos anos à indústria dos jogos eletrônicos, deve imaginar que "Guitar Hero: Van Halen" não traz nada exorbitantemente inovador.

Partindo do pressuposto de jogos anteriores como Aerosmith e Metallica, que são outras bandas que ganharam um "Guitar Hero". Além dos Beatles, que tiveram uma versão especial em "Rock Band". "GH: Van Halen" segue a mesma fórmula e abre a turnê virtual (e o próprio game) com a sua formação atual tocando os hits “Panamá” e “Runnin' With the Devil”.

Após essas músicas, como já é de praxe, você deve montar o seu próprio rocker e seguir dentro da turnê, cujas as músicas saem do repertório dos californianos e passeiam por outras 19 bandas. Como Deep Purple, The Clash, Queens of the Stone Age, Weezer, Queen, Judas Priest, entre outras – um set apurado, e muito bacana por sinal.

Mas ai eu me pergunto: os meninos do Van Halen mereciam um Guitar Hero só para eles? Respondo: Sim. Se você não conhece a banda a fundo está perdendo de se familiarizar com um dos grandes marcos do rock dos anos 1980. O guitarrista Eddie Van Halen e sua trupe conseguiu lotar arenas e casas de shows do mundo todo. E seria difícil apontar uma banda atual tão relevante para a cultura popular como o Van Halen foi um dia. Aliás, mesmo para quem não conhece, pode apostar que os hits "Jump" e "Ain't Talk About Love", e alguns outros, já passaram pelos seus ouvidos.


GH: Van Halen

Produtora: Activision | Desenvolvedora: Activision | Site: guitarhero.com/games/ghvh

Participam do game 28 canções da banda de hard rock. E vale lembrar que mesmo os mais hardcores da guitarra de plástico, vão sentir dificuldade na hora de dedilhar as músicas. Pois o Senhor é Eddie Van Halen é apreciado dentro do globo terrestre por seus solos de guitarra, e isso fez elevar a banda ao mais alto patamar da história da guitarra. Então acredite: tocar no modo expert é insanamente difícil.

Um dos pontos decepcionantes é a ausência do baixista Michael Anthony, que participou durante 40 anos da formação e saiu no ano de 2006. Ao invés de ter o seu próprio avatar para subir ao palco junto com os outros bonecos virtuais, quem ganhou o mérito foi Wolfgang Van Halen, o filho de Eddie Van Halen – que assumiu o posto de baixista no ano de 2007, quando a banda ressurgiu das cinzas.

Outra decepção é que essa versão de "Guitar Hero", parece que sofreu um retrocesso, pois não há opções para conteúdos extras, como a importação de músicas de Guitar Hero 5, por exemplo. Entrevistas com a banda, como houve em "Guitar Hero: Aerosmith" ou "Metallica", também foram excluídas sem maiores explicações. Algumas faixas possuem fatos adicionais que podem ser lidos enquanto você toca, mas não são todas.

Minha amiga, e parceira de redação, Maria Beatriz me perguntou se deveria comprar "Guitar Hero: Van Halen", já que ela jogou a versão demo e não se empolgou tanto assim. Minha resposta: “Ah! É só mais um Guitar Hero, e o mais fraquinho deles”. Fica a dica!


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